Ervilha Azul #

Dezembro 22, 2008

Sweet 17 :)

Arquivado em: Momento feliz!, Um momento, apenas. — katharynis @ 11:03

Ontem, dia 21, foi motivo de grande alegria para mim. Foi os meus sweet 17 :)
Começou logo à meia noite. Umas quantas sms de parabéns, umas prendinhas também… Mandar listas com livros resulta :D Pelo menos quem a recebeu deu-me um livro!
Este ano decidi fazer uma coisa mais sossegada… Fiz uma lasanha para o almoço, convidei as 5 amigas mais importantes :D [2 não puderam vir :(], jogámos snowboard [se fizéssemos aquilo na realidade matávamos-nos LOL], vimos o Paranóia, muita troca de séries, m&m’s que nem duram 2 minutos… À noite, para a família, restaurante italiano e bolo, champanhe e poker em casa da irmã :)
Gosto tanto de prendas que até ofereci uma prenda a mim mesma: o Nokia 5000 verde [a condizer com... o quarto todo :)]. Corri meio mundo à procura dele para Vodafone mas só no fim é que me dizem que já não há – -”
Resumidamente, dia bem passado, com muito riso e sorriso. Só traria aquelas 2 que não vieram porque de resto não mudaria nada :)
Primeira coisa do dia de hoje: colunas no máximo, Pink, Silence 4 e U2, eu a cantar e com o maior sorriso do mundo mas nem sei de onde veio :D

Dezembro 13, 2008

Eutanásia.

Desde que ouvi no telejornal falarem sobre um inglês que teve que ir para a Suiça apenas para realizar eutanásia, que muitas baboseiras sairam dos entrevistados e a minha mente revoltou-se. Passo, então, a explicar o que é a eutanásia e apresento, claro, o meu ponto de vista sobre este assunto. É a minha tentativa de criar um mundo melhor.
A eutanásia consiste na morte assistida e é “válida” para pessoas com doenças em estado terminal. Pessoas com cancro ou outras doenças degenerativas e incuráveis podem realizar este tipo de procedimento. Muito basicamente, é isso, não sei como me explicar melhor.
Eu sou a favor. Plenamente. Já tive as minhas experiências de quase-afogamento e quase-atropelamento-no-meio-da-auto-estrada, mas nada delas se podem comparar ao que estas pessoas passam. Talvez o exemplo que melhor use para mostrar o quanto eu gostaria que a eutanásia fosse permitida em todos os países foi quando fiz uma operação na boca. Não fiquei internada no hospital, mas fiquei pelo menos dois dias na cama, sem poder fazer nada, sem me poder levantar, sem poder tomar banho ou ir à casa-de-banho sozinha sem vomitar ou ficar cheia de tonturas. Ter que ser auxiliada por dois dias foi horrível! Se eu tivesse que passar uma semana naquilo não sabia como sobreviver, era desesperante não ter a muita autonomia! Por essa minha experiência, nem consigo imaginar como se devem sentir aquelas pessoas que passam anos e anos, décadas mesmo, deitadas numa cama com uma máquina a viver por elas.
Não se trata de matar alguém. Todos iremos morrer um dia. Não tem nada a ver com valores morais e éticos. Isto está relacionado com a forma como cada um morre e  liberdade que tem ou não para controlar isso. Todos temos  as nossas liberdades, então porque temos que fazer 5000km para morrermos como queremos? A morte, uma das partes mais importantes da vida, causa grande medo e receio pela surpresa que é. Pode ser agora, daqui a dois minutos, daqui a dois anos, daqui a duas décadas ou daqui a muitos anos! É, por ter este elemento surpresa, que causa tanto receio na Humanidade.
Temos apenas controlo de tão poucos aspectos da nossa vida. Será que nem da nossa própria morte podemos ser nós quem mande? Nem estou aqui a considerar o sofrimento dos doentes porque não o conheço e penso que só é possível saber passando por isso. Mas não poder ver o sol, sentir a chuva na cara, o vento contra o nosso corpo, as ondas a balançar-nos como um baloiço, a areia nos nossos pés… Morria por dentro sem ter isso, sem o sentir. Porque não deixam as pessoas terem dignidade e serem elas a controlarem a sua morte quando não há mais nada que possam fazer?

Dezembro 9, 2008

Divagações.

O que há em mim é sobretudo cansaço -
Nada disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violetas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que falta nelas eternamente – ;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser…

E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada, isto é, isto…
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço…

Autoria de Álvaro de Campos

Dezembro 3, 2008

Hmmm… Título?

Arquivado em: Um momento, apenas. — katharynis @ 22:43

Num daqueles momentos em que só apetece olhar a chuva que cai com força lá fora. Ouvi-la. Anseio por quando o meu corpo pede para se deitar na cama apenas pelo prazer que me dá de estar enrolada no cobertor.
Este tempo assim frouxo deixa em mim uma vontade enorme de repousar. De nada fazer. De deixar a preguiça tomar conta de mim. Fico com ânsias de chegar a casa só para vestir o pijama e calçar aquelas meias tão quentinhas que uso durante a noite.
Deve ser por isto que gosto do Inverno. Apesar da luta que temos de ganhar para sairmos da cama e do martírio que às vezes pode parecer ser apanhar a camioneta com uma tempestade lá fora, este tempo deixa-me mais sossegada mas simultaneamente mais feliz. Esta melancolia que me invade a cada gota de chuva que bate na janela é ácido que dissolve todas as minhas preocupações e a revolta que vai na minha cabeça. Por isso caminho à chuva, com o guarda-chuva fechado na mão. Porquê desperdiçar isso se me acalma? Se me deixa mais serena e com menos vontade de partir uma casa de cristal?

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