Viveste no meu reino sem entenderes como ele era. Como funcionava. A harmonia de tudo. Por não entenderes, deste cabo dele. Destabilizaste tudo e deixaste-o no fundo do poço. Escondido. Assustado. Quase sem vida. E por ele estar por um fio abandonaste-o na tua mente. Até que o meu reino decidiu expulsar-te. Mas quase que nem te deste conta disso. Decidiste entrar noutros reinos que pareciam mais prósperos que o meu. Só que nunca te apercebeste que quando o abandonaste ele prosperou mais do que alguma vez sonhara. Não te apercebeste nem te vais aperceber. Só quando ele estiver pronto para deixar mais alguém entrar.
Outubro 26, 2008
Outubro 20, 2008
Deixa…

Deixa-me construir um castelo nesse belo e tranquilo reino imaginário e perfeito. Quero que seja apenas meu… Tranquila mas incompleta.
Outubro 15, 2008
Liberdade

Liberdade, liberté, freedom – “s.f. condição do ser que pode agir livremente (…); poder ou direito de agir sem impedimento (…); poder de se determinar a si mesmo, em plena consciência e após reflexão, e independentemente das forças interiores de ordem racional (…).”
Liberdade, sim. Uma lufada de ar fresco.
Outubro 10, 2008
Homossexualidade
Adoro pessoas tolerantes. A sério. Adoro simplesmente. É tão belamente paradoxal quando ouvimos uma pessoa a dizer que é tolerante e depois, mal se fala nalgum tema um pouco mais tabu, a sua “tolerância” muda… Um dos temas que permanece bastante tabu em Portugal é a sexualidade. E é sobre ela mesma que me irei debruçar neste post com linguagem mais cuidada que a por mim utilizada diariamente.
Encontrei na Net um artigo do qual coloco aqui um excerto:
“Os ministérios italianos da defesa e dos transportes condenados a indemnizar um jovem por discreminação sexual. Um jovem de 26 anos declarou a sua homosexualidade durante a visita médica para o serviço militar o que lhe valeu a suspensão imediata da carta de condução por alegado transtorno de identidade sexual.”
Este caso terminou bem pois o jovem acabou por ser indemnizado. Mas espero que entendam a que ponto pretendo chegar com esse excerto. Ser homossexual é algo que ainda não se “digere” bem, não é aceitável pela maior parte das pessoas.
Sou tolerante. Acredito que não devemos julgar as pessoas pelos seus actos meramente. Muitos dos nossos actos são como que rasgos de loucura a que a nossa mente se permite. E se alguém quer ser homossexual, porque não? Qual é a ofensa à minha pessoa? Nenhuma! Uma mulher homossexual não se vai atirar descaradamente a mim na rua ou incomodar-me. É a sua escolha pessoal, um modo de vida, um modo de estar. Não consigo encontrar maneira de meter na minha cabeça como é que as pessoas podem não aceitar a liberdade de escolha e expressão de cada um como ser humano!
No telejornal, certa noite, mostraram um referendo realizado aos portugueses sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Se não me engano, cerca de 53% das pessoas disseram que não concordavam (se estiver em engano, favor corrigir). 53% pessoas afirmam que não concordam com duas pessoas do mesmo sexo quererem consumar o seu amor e unir as suas vidas pelo matrimónio… Não entendo simplesmente.
Por mim, viva os homossexuais! São iguais a todos os outros, a sua diferença é a opção sexual. Desde quando tenho eu (quando digo “eu” refiro-me também a outras pessoas) a ver com a sua escolha?
Vivemos a nossa vida à procura da felicidade e satisfação pessoal. Se é com uma pessoa do mesmo sexo, com uma do sexo oposto, sem ninguém… Isso diz apenas respeito à pessoa em si.

