Eu fico chocada quando vejo as crianças de hoje em dia. Aos 6 anos já têm um telemóvel, aos 8 já têm mail e hi5, aos 10 já têm um portátil… E o que mais me deixa escandalizada é que, supostamente, não se pode dar um estalo a uma criança porque pode deixá-la traumatizada para o resto da vida! Por favor!! Um belo episódio da minha infância escolar foi quando levei uma reguada na mão (régua de madeira, não para mariquinhas! xD) e, quando fazia porcaria em casa e fazia aquelas birrinhas estúpidas próprias da idade, levava uma palmada ou um estalo ou ficava simplesmente de castigo. Actualmente, as crianças podem reclamar com quem bem lhes apetece que não se pode levantar a voz a elas ou dar uma palmada bem assente! Em muitos casos quem fica com as crianças durante o dia (às vezes os pais não podem por isto ou por aquilo) faz todos os mimos possíveis e imaginários. Podem ter boas intenções mas simplesmente estão a estragar as crianças. Oferecem-lhes isto e aquilo e a outra coisa que eles querem, fazem comida só para elas porque “não gosta” e depois ficam enervados porque as crianças não fazem o que lhes mandam. Eu não gosto de feijão frade com batatas e pataniscas mas como porque tudo é preciso, não vou fazer massa com atum e queijo por não gostar do que os meus pais fizeram.
O que mais me preocupa é pensar que esta é a geração futura da minha… E que vão ter filhos e comandar o mundo quando a minha geração se for… Pobre mundo…
Julho 30, 2008
Crianças mimadas
Julho 27, 2008
O que fazer?
Em que nos apoiarmos quando as nossas bases falham? O que fazer quando o nosso chão desaparece, como que engolido pelo abismo que vivia em nós? Como sair dele? Como se pode evitar o ponto de ruptura, em que toda a nossa estrutura dá por si?
Julho 22, 2008
Ambições
Todos nós temos ambições. Objectivos a cumprir. Sonhos a realizar. Temos sempre uma meta que devemos alcançar para sermos felizes. E é isso que movimenta o nosso mundo, é por isso que vivemos, que lutamos todos os dias. É isso que dá significado ao nosso dia, todos os dias. Sem elas, passariamos os nossos dias sem ter nenhum propósito, não haveria nada que quisessemos cumprir e não saberiamos o que fazer para sermos felizes. As ambições são condições humanas. Sem elas, os nossos dias são sempre iguais, não somos nem felizes nem tristes, não apreciamos o que nos rodeia. É algo necessário para a Humanidade sentir um propósito neste mundo tão efémero.
(post inspirado em ouvi dizer…)
Julho 17, 2008
Religiões
Uma das questões que mais se debatem na minha mente é relativa há enorme diversidade de religiões, existindo também religiões com base na mesma ideia.
Por exemplo, o catolicismo tem a sua interpretação da Bíblia e o cristianismo tem outra interpretação da Bíblia. São duas religiões diferentes por interpretarem o mesmo texto de forma diferente. Simplesmente não entendo como pode isso acontecer. Não podemos apresentar um cristão como católico porque, segundo eles, são religiões diferentes. Numa (não sei em qual) os padres não se podem casar e constituir família porque, segundo a Bíblia, é algo “moralmente errado” para eles, mas na outra já podem porque, pelo que dizem, em lado nenhum vem estipulado que não podem casar. E simplesmente não entendo como pode isso ser se tanto o cristianismo como o catolicismo se apoiam no mesmo!
Milhares de textos foram queimados/guardados pela Igreja porque apenas este membro social podia deter conhecimento e o resto do povo tinha que ficar na sombra; mulheres foram queimadas em fogueiras por serem inteligentes, algo que a Igreja não tolerava; inocentes foram mortos por uma versão religiosa de serial killers, por acharem que assim podem agradar ao seu “Deus”; jovens foram sacrificadas como oferenda a um “Deus irado”. E as pessoas realmente pensavam que isso era o melhor a fazer: o povo mantinha-se na sombra da Igreja, que dominava o mundo; as mulheres, reconhecidas como “bruxas”, mereciam a morte na fogueira; as pessoas próximas dos bombistas suicidas realmente achavam que ele merecia ser recordado por se ter feito explodir e por matar pessoas inocentes; as populações achavam que o sacrifício da jovem iria acalmar o “Deus” do vento/fogo/terra/whatever. E ninguém fazia nada para mudar isso porque era assim que achavam que devia ser.
Uma maneira menos sangrenta de entender o envolvimento da religião no mundo é pensando nas mulheres que têm de ter o seu corpo completamente tapado, nem um milímetro de pele à mostra, senão são apedrejadas até à morte porque mostrarem o seu corpo é ofensa ao “Deus”; mulheres são vendidas (metáfora: as mulheres não são bem “vendidas”, são mais “oferecidas”, como uma prendinha humana) a um homem escolhido pelos seus pais (outra metáfora: o pai é que escolhe o marido da filha porque a mulher tem é de limpar a casa, fazer sexo com o homem, ter filhos, cuidar deles e cuidar do seu marido como se ele fosse um rei). Que mulher do “nosso mundo” quereria ser assim, vendida pelos pais, apedrejada por exibir um pouco de pele a um homem que não o marido?
Para mim e para muitos não existe nenhum “Deus” mas, SE existisse, não seria apenas UM? Não existiria apenas UMA religião?
