Ervilha Azul #

Junho 29, 2008

Fantasmas ou serial killers? :\

Arquivado em: Algo-Que-Não-Se-Sabe-De-Onde-Veio, Casmurra — katharynis @ 19:54

O que preferem? Um filme de terror envolvendo fantasmas assombrosos ou um filme horripilante com serial killers?
Eu prefiro serial killers e passo a explicar porquê: os fantasmas, se é que existem, são impossíveis de combater e de evitar, certo? Passam pelas paredes, trocam a ordem de tudo sem serem vistos, sabem onde estamos, são impossíveis de apanhar porque são “algo-que-eu-não-sei-bem-explicar-o-quê”. Em resumo, são algo que não pertence ao mundo real e mortal, são do submundo. Os serial killers, por outro lado, são gente normal (no sentido de serem seres humanos porque lá dentro podem estar bem avariados!). Eles precisam de comer, de beber, de expulsar os resíduos como qualquer ser vivo. Já não são impossíveis de apanhar ou de matar, podem ser vistos e, com não existe nenhum crime perfeito, mais tarde ou mais cedo cometem um erro e são capturados.
Portanto, é possível evitar um serial killer (se ele entrar a matar num cortejo podemos sempre abaixarmos-nos da bala, tipo Matrix) enquanto que um fantasma já nos pode agarrar pelo pescoço sem sabermos e sem termos maneira de nos defendermos. Não é?
O serial killer pode ser maluquinho e isso mas, como pertence ao “mundo” propriamente dito, é possível ser apanhado e ser morto. Agora um fantasma vem so submundo porque já morreu, por isso já não morre outra vez.

(informação retirada de livros [sobre serial killers] e de séries televisivas [sobre fantasmas])

Junho 23, 2008

Casa

Arquivado em: Casmurra, Criatividade — katharynis @ 18:13

As folhas caem, mortas, secas, sem vida. Esperam que o vento as leve a conhecer o mundo porque apesar de parecerem, não estão mortas. A sua vida ainda agora começou. É agora que elas vão viver e conhecer, vão deixar a prisão em que estavam para ver além fronteiras. Uma leve brisa as empurra. Não o suficiente. Esperam que uma brisa mais forte venha depressa. Estão em ânsia. Esperam e finalmente vem uma brisa forte o suficiente para as levar para longe. Atravessam aldeias, vilas, cidades, metrópoles, países, continentes e oceanos. Viajam por todo o lado, por todos os cantos do mundo. Nada é limite. Podem ir até onde quiserem, desde que o vento as leve. Mas depois de tudo, depois de todo o mundo corrido, depois de todos os oceanos passados, depois de todos os locais conhecidos, voltam sempre a casa. A sua origem. Onde nascem. Onde são criadas. A sua pátria. E lá voltam para morrer. Porque já antes de lá chegarem, já morriam de saudades de casa.

Junho 20, 2008

Férias

Arquivado em: Momento feliz!, Um momento, apenas. — katharynis @ 21:05

Aquele momento do ano que tanto o povo anseia, quando podemos fechar os livros e guardá-los com muito carinho (ou não xD), enchemos as mochilas com protector solar, a toalha e as cartas e podemos voltar a dormir até ao meio da manhã. Ou então podemos meter-nos a ver filmes horripilantes e de noite não pregarmos olho que continuamos bons na mesma!
A época de “eu amanhã vou fazer 20km a correr!” ou “a partir de agora só me entra salada e vegetais na boca, carne: nem vê-la!” ou mesmo “por favor, não me mostres mais nenhum chocolate!!”. Saudades que eu já tinha desta minha vida boémia de passar o dia no terraço a apanhar sol, combinar com as primas as idas à piscina delas, passar o dia em pijama colada à tv ou à ps2… Oh yeah! É bom estar de férias :D

P.S.: Férias significa mais tempo para escrever um livro :)

Junho 16, 2008

Mudanças de temperamento

Arquivado em: Algo-Que-Não-Se-Sabe-De-Onde-Veio, Casmurra, Impaciência — katharynis @ 20:58

Na sociedade nunca há uma forma de estar que ninguém conteste. Se estamos sorridentes, é porque estamos sorridentes e as pessoas ficam enjoadas com isso; se não estamos sorridentes, é porque não estamos sorridentes e ficam zangados connosco por isso; se estamos nem sorridentes nem não sorridentes, é porque estamos dessa forma “neutra” e os outros ficam irritados porque pensam que estamos a tentar castigar alguém.
Nós, seres humanos como somos, Homo sapiens sapiens, animal existente apenas na Era Cenozóica e com dispersão mundial, muito susceptíveis a qualquer tipo de mudança e doença, temos uma coisinha que se chama “sentimentos” e “humor”. Claro que quando alguém nos faz algo bonito e simpático ficamos contentes e de bom humor e quando nos fazem algo maldoso ficamos zangados/irritados/tristes e com mau humor. Mas às vezes, quando estamos com os sentimentos num estado “neutro”, em que nem estamos super contentes mas também não estamos deprimidos, o nosso humor nesse dia tem a ver com o dia anterior ou com a noite (dormirmos bem ou mal, se tivemos um pesadelo pavoroso ou inquietante). E por isso não estamos sempre sorridentes e de bom humor nem o outro extremo.
Num meio social, se não falarmos com ninguém porque não queremos ou estamos a pensar noutras coisas, somos logo mal vistos por um dia não andarmos aos pulos. Mas, por outro lado, se tentarmos ser o centro das atenções com o nosso bom humor, os outros irritam-se connosco e, quando chegam a casa, comentam as nossas acções e que pareciamos malucos e coisas assim.
Como podemos estar na sociedade??

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