Já a minha “frase da semana” é sobre o mesmo assunto: religião. Vou aproveitar este texto para comentar a minha frase.
Desde o começo da Humanidade, já desde os remotos tempos dos Austrolopitecus, que existe a crença em que existe um ser (ou seres) superior(es) a nós, que criou(criaram) todo o mundo e toda a vida. Essa crença (para mim vã) persiste nos dias de hoje e permanece forte no espírito humano. Ora aí está, eu não entendo isso. Como pode o Homem acreditar tão veemente em algo que já foi provado não existir?
A minha frase esta semana fala sobre os diversos crimes (horrendos ou não) que são cometidos “em nome de Deus”, como dizem. Um claro exemplo disso são os atentados terroristas do 11 de Setembro (para isto temos que esquecer por momentos a tão falada possibilidade de ter sido um ataque organizado pelo governo americano para invadir os países da OPEP). E os bombistas suicidas? E, recuando no tempo, as mulheres que eram queimadas vivas por serem inteligentes quando elas apenas deviam saber cozinhar e cuidar dos filhos e da casa? Tudo isso é movido pela religião. Agora por isso deixa de ser crime? Podemos considerar que uma pessoa não sofre de algum tipo de insanidade mental por dizer que esses crimes “são por Deus”?
Não tou a tentar “deitar a baixo” a religião, apenas tou a dar exemplos de coisas que apenas alguém maluco seria capaz de fazer. Os crentes já devem tar a pensar que tou a ser demasiado “forte” e directa nisto por tar a dizer que quem pratica este tipo de crimes é louco mas é verdade!! Se um ateu decide remover o cérebro (ou qualquer outro órgão) de uma pessoa apenas porque acha que é isso que deve fazer, não o iriam chamar de louco? Tou a aplicar o mesmo princípio para os crimes religiosos.
Eu não entendo porque sei que não existe nenhum ser superior a nós mesmos, sei que a religião é apenas a crença em algo para que não nos sintamos tão sozinhos neste cantinho de Universo, sei que a religião tem mais força quando o Homem precisa de amparo para lidar com a realidade, mas… Existe um limite. Não se pode matar as pessoas por elas serem ateias ou por serem cristãs, há que aceitar isso. Já na epóca da Inquisição apenas a Igreja podia ter conhecimento, a Igreja era a “ciência” da época.
Não proclamo vingança contra o que aconteceu no passado. Apenas acho que devia-se mostrar como as coisas são. Cerca de 60% dos crentes são crentes por “herança”: os pais são e por isso os filhos também o são. Mas isso não faz sentido. Se apenas aos 18 anos é que temos mentalidade para tomarmos decisões políticas e sobre a nossa vida, então também apenas aos 18 é que podemos tomar um partido na religião. Igualdade, certo?
Maio 18, 2008
Religião
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